Se tememos a morte, esse fim certeiro,
por ser o passo derradeiro rumo ao desconhecido,
por que o outro, o outro que amamos,
se amamos quando amamos, e é esse um mistério insondável,
esse outro oculto delicado e inalcançável não nos paralisa?
Que busca esta por lugares na alma do amado
que não nos são acessíveis,
passagens num labirinto que jamais serão percorridas,
que às vezes um som, uma fragrância vêm nos instigar,
aguçar nossos sentidos, alimentar nossos desejos?
Que cobiça? Que vertigem esta? Que fascínio há?

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