Chega um tempo em que a Vida
- com seus paradoxos - esgota.
Chega um tempo em que a Vida
- com seus sobressaltos - cansa.
Chega um tempo em que a Vida
- com suas armadilhas - mutila.
Chega um tempo em que a Vida
- com suas artimanhas - estraga.
Chega um tempo em que a Vida
- com seus jogos - arruína.
Chega um tempo em que a Vida
- egoísta - deixa de ser para ti.

Então, esvazia as gavetas,
limpa os fundos de armários,
deita fora as inutilidades cotidianas,
desata as dores,
desfia as lembranças,
desembaraça as saudades,
desfaz as malas,
beija a face dos teus afetos,
abre portas e janelas,
liberta a esperança e
deixa tua casa, teu bairro,
tua cidade, teu país...

E volta.

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