domingo, 30 de março de 2014

As 7 mortes de Pedro, o menino que coleciona crânios de vaca.



Juízo Final
Nelson Cavaquinho

O sol... há de brilhar mais uma vez
A luz... há de chegar aos corações
Do mal... será queimada a semente
O amor... será eterno novamente

É o Juízo Final,
a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver,
a maldade desaparecer.

domingo, 16 de março de 2014



Chega um tempo em que a Vida
- com seus paradoxos - esgota.
Chega um tempo em que a Vida
- com seus sobressaltos - cansa.
Chega um tempo em que a Vida
- com suas armadilhas - mutila.
Chega um tempo em que a Vida
- com suas artimanhas - estraga.
Chega um tempo em que a Vida
- com seus jogos - arruína.
Chega um tempo em que a Vida
- egoísta - deixa de ser para ti.

Então, esvazia as gavetas,
limpa os fundos de armários,
deita fora as inutilidades cotidianas,
desata as dores,
desfia as lembranças,
desembaraça as saudades,
desfaz as malas,
beija a face dos teus afetos,
abre portas e janelas,
liberta a esperança e
deixa tua casa, teu bairro,
tua cidade, teu país...

E volta.

terça-feira, 4 de março de 2014

“Parágrafo 175”






“Paragraph 175”
Produção e Direção: Rob Epstein e Jeffrey Friedman
Direção de pesquisa e Produtor Associado: Klaus Müller
Depoimentos de: Gad Beck, Pierre Seel, Heinz F., Annette Eick, Albrecht Becker, Heinz Dörmer.


Sobre o documentário “Paragraph 175”

O que a história tem a nos dizer?
O que aprendemos realmente com ela?
Por quais caminhos seguimos, depois de tudo, para esbarrarmos com as mesmas paisagens e perspectivas assustadoras, terríveis?
Será nosso destino a amnésia e suas trágicas consequências?

Essas pessoas estavam lá. É perceptível que nenhuma delas sabia exatamente o que estava acontecendo. Foram enredadas, tragadas pelos acontecimentos. Testemunhas do horror a que homens são capazes de submeter outros homens. Testemunhas da leviandade com que negamos as evidências, os sinais de que estão contra nós. E que podem nos destruir. Testemunhas de que mesmo a sobrevivência, depois de tudo, está gravada, para sempre, na carne, na alma e no espírito, com dor - mas apenas na carne, na alma e no espírito dos que sobrevivem (?).

Nós estamos aqui.
O que estamos fazendo efetivamente para impedir que a história se repita, que os mesmos acontecimentos passem sobre nossas vidas nos atropelando e aniquilando?

Murilo Pagani


'Painting in Fresco in the Sepulchres of Thebes'
In: “Travels to discover the source of the Nile, in the years 1768-1773" by James Bruce
Sou o poeta do corpo

Sou o poeta do Corpo e sou o poeta da Alma,
As aventuras do Céu estão em mim e as penas do Inferno estão em mim,
As primeiras enxerto e reforço em mim mesmo, as últimas traduzo para uma nova língua.

Sou o poeta da mulher e do homem.
E digo que é tão grande ser mulher como ser homem.
E digo que não há nada maior que a mãe dos homens.

Canto o canto do crescimento ou do orgulho,
Já baixamos bastante a cabeça, já imploramos,
Provo que a medida é apenas desenvolvimento.

Já excedeste o resto? És o Presidente?
É uma ninharia, eles excederão isso e muito mais.
Eu sou o que caminha entre a crescente e terna noite,
Convoco a terra e o mar meio abraçado pela noite.

Aperta-me, noite, no teu peito nu - aperta-me, noite magnética e abundante!
Noite silenciosa e sonolenta - louca e nua noite de Verão!

Sorri, oh voluptuosa terra fresca!
Terra das árvores adormecidas e cintilantes!
Terra do sol-posto - terra das montanhas cobertas de névoa!
Terra do fluir vítreo da lua cheia e azul!
Terra de luz e sombra derramadas sobre a maré do rio!
Terra de límpidas nuvens pálidas resplandecendo para mim!
Terra de braços arrebatados ao longe - rica terra de macieiras em flor!
Sorri, que aí vem o teu amante.

Pródiga, deste-me amor - e assim te dou amor!
Oh, indizível e apaixonado amor.


Walt Whitman

Portrait of an old man in the nude [Walt Whitman] by Thomas Eakins (1885)

Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...