Room - Alla Bartoshchuk.

Eu estava lendo esses dias, lá na escola, num livro de filosofia. Livro de ensino médio - pra mim é desconhecido porque não estudei filosofia, vi umas coisas no 1º ano e só. Tem uma parte, tem umas partes que eu me identifico: eu penso demais, e duvido demais das coisas, e imagino umas doidices...
Quando eu era pequeno eu vivia entre a casa da minha avó, da minha tia e do meu pai. Quando eu estava na casa da minha avó eu me perguntava se as pessoas da casa do meu pai ainda existiam quando eu saía de lá.
Eu achava que a vida poderia ser uma ilusão e que as outras pessoas na verdade não existiam. Que tudo fazia parte de algum tipo de cilada ou grande conspiração contra mim dai eu olhava as pessoas ao meu redor e me perguntava:
Elas são feitas de quê?
Elas sentem as mesmas coisas que eu?
Elas têm vontades como eu?
Sei lá...
Aí eu vi uma coisa no livro de filosofia falando sobre um filósofo lá que eu já esqueci o nome, que ele duvidava de tudo assim, dizendo que a vida poderia ser um grande engano. Tipo no filme Matrix.
Eu acho que eu teria gostado mais de filosofia se eu tivesse tido acesso a ela há mais tempo.
Às vezes eu ainda me pego pensando do mesmo jeito de quando eu era criança.
Eu não sei por que eu estou te falando esse monte de doidices.

Alisson de Castro.
27/11/2013

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