sábado, 30 de novembro de 2013

Room - Alla Bartoshchuk.

Eu estava lendo esses dias, lá na escola, num livro de filosofia. Livro de ensino médio - pra mim é desconhecido porque não estudei filosofia, vi umas coisas no 1º ano e só. Tem uma parte, tem umas partes que eu me identifico: eu penso demais, e duvido demais das coisas, e imagino umas doidices...
Quando eu era pequeno eu vivia entre a casa da minha avó, da minha tia e do meu pai. Quando eu estava na casa da minha avó eu me perguntava se as pessoas da casa do meu pai ainda existiam quando eu saía de lá.
Eu achava que a vida poderia ser uma ilusão e que as outras pessoas na verdade não existiam. Que tudo fazia parte de algum tipo de cilada ou grande conspiração contra mim dai eu olhava as pessoas ao meu redor e me perguntava:
Elas são feitas de quê?
Elas sentem as mesmas coisas que eu?
Elas têm vontades como eu?
Sei lá...
Aí eu vi uma coisa no livro de filosofia falando sobre um filósofo lá que eu já esqueci o nome, que ele duvidava de tudo assim, dizendo que a vida poderia ser um grande engano. Tipo no filme Matrix.
Eu acho que eu teria gostado mais de filosofia se eu tivesse tido acesso a ela há mais tempo.
Às vezes eu ainda me pego pensando do mesmo jeito de quando eu era criança.
Eu não sei por que eu estou te falando esse monte de doidices.

Alisson de Castro.
27/11/2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013




Foi num dia como outro qualquer.

Meu avô ergueu-se na manhã do seu tempo e iniciou sua jornada. Aquela que seria a sua maior caminhada já empreendida. A viagem que alteraria para sempre tudo o que existiu até aquele momento e alteraria para sempre tudo que viria a existir.
Foi na manhã de num dia qualquer, há milhares de anos, no coração da África.


Meu avô era Negro, assim como eu.

MP

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

imagem editada de Christian Hopkins

tarde morna
brisa morna
água morna
banheira de louça
sabonete de ervas

o banho transborda pelo piso de pastilhas coloridas, avança após a porta, ganha o corredor, a escada, a sala, o pátio

a casa banhada
a casa lavada
perfumada por ervas
capim cheiroso
madressilva
flor do campo
flor de laranjeira
limão

frescor de banho na tarde morna

o sol oblíquo faz dormir na banheira o corpo que eu amo

MP
15/11/1993.

Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...