domingo, 28 de abril de 2013




a vida leva,
a vida traz,
calma
a vida leva
a vida traz,
respira
a vida leva,
a vida traz,
esvazia
a vida leva,
a vida traz,
nada indo como planejado,
foda-se.
eu to em paz!



Rio
Sampa
New York

Paris

Seus lábios
são viagens
que não permitem.

Meus lábios em seus lábios.
Defensa de La Alegría 



Defender la alegría como una trinchera
defenderla del escándalo y la rutina
de la miseria y los miserables
de las ausencias transitorias
y las definitivas

defender la alegría como un principio
defenderla del pasmo y las pesadillas
de los neutrales y de los neutrones
de las dulces infamias
y los graves diagnósticos

defender la alegría como una bandera
defenderla del rayo y la melancolía
de los ingenuos y de los canallas
de la retórica y los paros cardiacos
de las endemias y las academias

defender la alegría como un destino
defenderla del fuego y de los bomberos
de los suicidas y los homicidas
de las vacaciones y del agobio
de la obligación de estar alegres

defender la alegría como una certeza
defenderla del óxido y la roña
de la famosa pátina del tiempo
del relente y del oportunismo
de los proxenetas de la risa

defender la alegría como un derecho
defenderla de dios y del invierno
de las mayúsculas y de la muerte
de los apellidos y las lástimas
del azar


y también de la alegría

Mario Benedetti

domingo, 14 de abril de 2013


Poema dos olhos da amada

Vinicius de Moraes

Ô bien-aimée, quels yeux tes yeux
Embarcadères la nuit, bruissant de mille adieux
Des digues silencieuses
Qui guettent les lumières
Loin… si loin dans le noir
Ô bien-aimée, quels yeux… tes yeux
Tous ces mystères dans tes yeux
Tous ces navires, tous ces voiliers
Tous ces naufrages dans tes yeux
Ô ma bien-aimée aux yeux païens
Un jour, si Dieu voulait
Un jour… dans tes yeux
Je verrais de la poésie, le regard implorant
Ô ma bien-aimée, quels yeux… tes yeux




Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas eras
Nos olhos teus.
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
 

Nos olhos teus.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Por Toda Vida


É por toda vida
Que arderá em minhas veias
Essa chama farta e cheia
Acendida por você

Seja quando a gente ama
Seja quando a gente briga
E é por toda vida
Meu amor por toda vida

Não existe o que nos até
O que nos una a coisa alguma
Não existe só palavra
Que nos tire do conto de fada

Esse amor que sai de mim
Se entranha no seu corpo
Não estanca, corre a fio
Corre escorregadio

Como corre inexorável
Para o mar, água de rio

E é por toda a vida
Que arderá em minhas veias
Essa chama farta e cheia
Acendida por você

Seja quando a gente ama
Seja quando a gente briga
E é por toda vida
Meu amor por toda vida

E é por toda vida
Meu amor por toda vida

E é por toda vida
Meu amor por toda vida

É por toda vida 

sábado, 6 de abril de 2013


La boca della verità - Roma

Uma grande Mentira:
- Para mim, acima de tudo, apenas a Verdade, doa a quem doer.
 MP

quarta-feira, 3 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A sailor with Pink Background, 1980 - Yannis Tsarouchis (1910-1989)


Logo eu, devasso, indecente, confesso,
esbarro no pudor de tocar
com a ponta de meus dedos
a ponta de seus dedos
sob o pires da xícara de café.

E a memória retém esse rubor tímido, sutil. 
MP


Não ouso de si ou de seu Amor
Eu e meu Amor seu Amor
De si e seu Amor o desejo
do abandono
Silente na alfombra do meu peito
Seu desamparo me entregue
Nada mais
Não ouso de si ou de seu Amor
Eu e meu Amor seu Amor
De si e seu Amor o desejo
do descuido

Neste instante que estala 
MP

Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...