terça-feira, 22 de janeiro de 2013


Não sou um saudosista.
Não sei exatamente o que é saudade.
Não tenho certas nostalgias quanto ao passado.
Embora com uma memória prodigiosa, não volto sobre meus passos.

O passado é o passado com tudo que nele ficou. Épocas, lugares, objetos, experiências, pessoas, sentimentos.  Passou, passou.
Meu olhar para o passado é como o de um historiador, um antropólogo, um arqueólogo, um psiquiatra. Olho para o passado como fonte de informação e referência para os rumos do presente. Olho para o passado analiticamente, com curiosidade, com respeito, nunca com melancolia. Não tenho o sentimento de que perdemos algo lá atrás que fosse melhor do que o que temos hoje. Olho para o passado como um empilhamento sobre o qual estou empilhado, empilhando. É assim com tudo e com todos. As pessoas. Não sinto saudade das pessoas. Não sinto saudade delas como não sinto saudade do que fui ou do que vivi.

Algumas vezes, raramente, uma melodia, uma palavra, uma chuva no meio da tarde, uma época do ano não específica, pode ser qualquer uma, uma cor baça, um perfume deslizado de um corpo, um sabor de uma fruta, nem sempre, pode ser um filme, talvez um filme, ou um olhar que atravessa o caminho no trânsito, uma nota ao piano de uma canção esquecida, um timbre de voz ao telefone, a mesa desfeita depois de um jantar, quem sabe uma folha dobrada no fundo da gaveta, numa determinada data, quando foi deixada lá para não ser enviada, vez ou outra, um déjà-vu, uma foto, uma caixa, aquela camisa de linho, um sentimento de distância, durante um banho morno, uma dor, ou uma alegria, uma Lua sem estrelas, um Sol surgindo, ou se pondo, muito raramente, um livro, quase nunca, às vezes, pode acontecer de abrir-se um buraco, um vazio desmedido cheio do que foi, assim como do que poderia ter sido e vir a ser, uma ausência de alguém que conheci, que ainda conhecerei, um sentimento que esteve ali e já não está mais, deslocado para o futuro, muito distraidamente,  sem que eu perceba, esse espaço imenso, esse oco dentro, pode acontecer. Pode acontecer. Raramente.

Mas não creio que isso seja saudade.    
MP

sábado, 19 de janeiro de 2013

De Amor se vive




Entrevista con Franck es un extracto de la película "De amor se vive" de Silvano Agosti. El vídeo fue liberado por el propio autor luego de muchas peticiones para que sea público.

El documental es una búsqueda sobre el tema de la sensualidad, la ternura y el amor llevado a través de una serie de entrevistas con las personas marginadas en la provincia de Parma.

Filmada en 1982, ésta película fue subtitulada en varios idiomas, ya que requiere una gran audiencia, y sigue siendo un tema de interés por su valor sociológico y artístico.

Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...