terça-feira, 30 de agosto de 2011

É assim...
Acontece sem que eu perceba...
Sem explicar ou dar sentido, ou tê-lo...
Quando não estou olhando ou vendo o que está acontecendo...
E então, já não estou mais aqui ou ali...
Sim...
Estar onde não estou, mas ainda aqui...
Num intervalo em que tudo que há não é nada daquilo ou disso...
Não é sempre...
Algumas vezes apenas...
Mas bem frequente...
Não depende de uma vontade...
Vem numa palavra, num cheiro, numa cor...
E toma forma e corpo...
Você sabe?...
Pois é...
Como uma lembrança de algo que não se viveu...
E tem uns cheiros de ontem e anteontem ontem...
De uns tempos que não foram os meus...
De outras pessoas que não conheci e que conheço de não ver...
Mas de sentir...
Os cheiros que ficaram no meu nariz para sempre...
E depois tem também aquela música...
Sabe aquela música que não sei de onde que ouvi?...
Que lembra tanto daquele dia?...
Pois é...
Depois daquele dia não lembro mais...
As músicas...
E também as luzes e sombras...
Sabe quando você sonha sem lembrar?...
Depois lembra sem saber o que sonhou?...
Pois é...
É assim sem saber que eu fico lá e cá...
Uma sombra na luz opaca...
Depois passa...
Não, não sei se é bom...
Mas também não sei se não é ruim...
É uma coisa...
Que fica cheia e vazia no peito ao mesmo tempo...
Que também passa mais tarde quando vou dormir...
Nunca falei antes...
Tem gente que não sabe...
Tem gente que sabe e finge que não sabe...
Depois, pra que?...
É coisa minha cá de dentro de mim mesmo...
Não causa dano...
Quando não choro... 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


Melodia Sentimental 
Heitor Villa-Lobos / Dora Vasconcelos
Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que surge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar
As asas da noite que surgem
E correm no espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar
Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor
Acorda, vem olhar a lua
Que brilha na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir meu amor e sonhar

Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...