Avaliação.

2010.
Este foi um ano singular.
Nem mais fácil nem mais difícil. Singular.
Em 2010 vivi mais do que poderia esperar.

Ano par com força mágica impar.
Ano de viver paradoxos.
Morri para renascer.
Barganhei com a Fortuna.
Conferenciei com meus Demônios.
Retive e deixei ir.
Lembrei e esqueci.
Comi pó e alcei voos.
Ajustei laços e desatei nós.
Completei o místico ciclo de sete vezes sete.
Fiz grandes descobertas sobre mim mesmo e sobre Tudo.
Aprendi grandes lições à custa de muitas lágrimas e muitos risos.
Abracei meu Destino incerto exercitando uma Fé maior que meus Medos.
Encontrei pessoas especiais com quem comunguei e outras, também especiais, com as quais não comunguei, mas que me mostraram que diante das diferenças nossas individualidades se fortalecem.
Esforcei-me por compreender o incompreensível e sei que não fui compreendido nas muitas atitudes que tomei para sobreviver às borrascas.
Atravessei noites, insone; tardes, angustiado; manhãs, aflito; para entender que tudo é vão na Dor; que a Liberdade não nos é outorgada, que o Tempo é um mestre implacável e generoso para quem quer aprender, que o Amor é a energia mais poderosa emanada do centro da Vida que há em cada um de nós, que a Iluminação se dá nas Trevas.
Despojei-me das muitas máscaras dos muitos personagens que criei para revelar-me, com espanto e reverência, a mim mesmo, na essência do que sou: Promessa.

O Sol se dirige ao Norte.
Sigo com Ele.
Que venha 2011! Estou pronto!

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