quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Avaliação.

2010.
Este foi um ano singular.
Nem mais fácil nem mais difícil. Singular.
Em 2010 vivi mais do que poderia esperar.

Ano par com força mágica impar.
Ano de viver paradoxos.
Morri para renascer.
Barganhei com a Fortuna.
Conferenciei com meus Demônios.
Retive e deixei ir.
Lembrei e esqueci.
Comi pó e alcei voos.
Ajustei laços e desatei nós.
Completei o místico ciclo de sete vezes sete.
Fiz grandes descobertas sobre mim mesmo e sobre Tudo.
Aprendi grandes lições à custa de muitas lágrimas e muitos risos.
Abracei meu Destino incerto exercitando uma Fé maior que meus Medos.
Encontrei pessoas especiais com quem comunguei e outras, também especiais, com as quais não comunguei, mas que me mostraram que diante das diferenças nossas individualidades se fortalecem.
Esforcei-me por compreender o incompreensível e sei que não fui compreendido nas muitas atitudes que tomei para sobreviver às borrascas.
Atravessei noites, insone; tardes, angustiado; manhãs, aflito; para entender que tudo é vão na Dor; que a Liberdade não nos é outorgada, que o Tempo é um mestre implacável e generoso para quem quer aprender, que o Amor é a energia mais poderosa emanada do centro da Vida que há em cada um de nós, que a Iluminação se dá nas Trevas.
Despojei-me das muitas máscaras dos muitos personagens que criei para revelar-me, com espanto e reverência, a mim mesmo, na essência do que sou: Promessa.

O Sol se dirige ao Norte.
Sigo com Ele.
Que venha 2011! Estou pronto!

domingo, 26 de dezembro de 2010



Vertigem!
O Mundo gira rápido sob meus pés.
Aprumo a coluna
Respiro fundo
Giro com o Mundo...
Perplexo!!!


A perplexidade é um sentimento confuso em si mesmo.
Incômodo para alguns, aflitivo para outros.
Para mim sempre bem vindo mesmo quando diante de situações desagradáveis.

Explico.

A perplexidade me diz que meus olhos ainda não viram tudo; que meus ouvidos ainda não escutaram tudo; que meus sentidos não estão cristalizados; que meu coração pulsa novo diante do inusitado; que meu espírito ainda é jovem; que ainda há muito que aprender; que não perdi a ingenuidade, a candura própria das crianças; que por mais que eu tenha vivido muitas Eras e muitas Vidas não há ranço ou amargor em mim; que um gesto, uma palavra, um sonho ou realidade ainda agitam meu Ser pondo-o em movimento mesmo que vertiginoso; que não estou impermeável ao Universo; que estou em expansão com esse Universo; que um golpe da fatalidade não está banalizado nos meus sentimentos; que a maldade não é minha companheira; que a injustiça não é meu mote; que uma semente que brota me comove tanto quanto um homem que morre; que o Sol sempre nasce novo; que os ciclos são milagres que se repetem; que a Esperança não está aprisionada no vaso de Pandora; que o Amor e o Ódio são legítimos como sentimentos humanos; que a Luz estala e a Treva cala; que há Coragem e Medo em cada respiração; que o Tempo é mestre; que tudo é novo e novidade sempre; que estar vivo é estar perplexo porque a Vida não é banal. A Vida é Espanto!

Sigo perplexo!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PERFIL DO ARTISTA: MURILO PAGANI


Artista visual, designer, aderecista, cenógrafo, encadernador. Esse é Murilo Pagani, grande parceiro da Rota do Papel, que busca em todas as manifestações artísticas uma forma de expressão.

Inquieto e sempre com um interesse artístico em tudo que realizava, Pagani diz que nada foi planejado, as coisas foram acontecendo. O curso de Belas Artes na UFMG, professor de desenho, o primeiro convite para assinar o figurino de um curta, depois para o teatro, o primeiro trabalho como cenógrafo para a peça “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, e assim não parou mais.

A paixão pela encadernação, área de atuação de Murilo na Rota do Papel, veio durante um curso sobre a técnica, indicação de uma amiga que na época disse que tinha tudo a ver com o trabalho desenvolvido por ele. “Fiz o curso de uma semana e fiquei encantado. Mergulhei em pesquisas sobre encadernação, papel, escrita e não parei mais. Algum tempo depois montei um curso de encadernação e já tenho quatorze anos de atuação na área”, enfatiza.

Parceria de Sucesso

E dessa paixão pela encadernação surgiu a parceira com a Rota do Papel, em 2008. “O sucesso foi imediato e passamos a atender pedidos com personalização e exclusividade, sempre nos adequando ao desejo e ao sonho dos clientes”, lembra o artista.

Os cursos oferecidos pela Rota e ministrados por Murilo na área de encadernação são:

• A encadernação à Bradel, técnica de origem alemã desenvolvida pelo francês Alexis-Pierre Bradel durante o século XVIII, comumente conhecida como encadernação clássica francesa.

• A encadernação com costura aparente, baseada nos modelos coptas e medievais de elaboração dos codex.

• A encadernação ao estilo oriental, conhecida como encadernação japonesa que na verdade é chinesa e consiste da montagem a partir de folhas soltas.

• As três possibilidades são aplicadas tanto para cadernos como para álbuns.

Na área de cartonagem os cursos oferecidos são diversos modelos de luvas, estojos, caixas e pastas.

O artista esclarece e enfatiza que a arte de encadernação é diferente da técnica de encapar. “Encadernar é proteger, preservar, cuidar, guardar. A história da humanidade está encadernada. Através da proteção, da preservação, do cuidado e da guarda temos acesso ao conhecimento. Guardar para poder mostrar.”, finaliza o artista.









Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...