quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Que venha 2010!


Pois
Que venha 2010!
Que venha o Universo!
Eu estou pronto.
Murilo Pagani

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Lux Aeterna

Kronos Quartet, ao vivo em Bucharest aos 11 de maio de 2008, interpreta Lux Aeterna de Clint Mansell.


Gravação de Cezar Paul-Badescu

Gloomy Sunday

Kronos Quartet em versão para Gloomy Sunday, uma canção escrita pelo pianista e compositor húngaro Seress Rezső em 1933.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A hora é de rever, recomeçar...

Agora pouco, conversando com meu porteiro, ele afirmava: "Em 2010, vou ganhar na loteria! E, eu, feliz por ele - estimulei: "Isso! Faça, jogue, tente - é possível mesmo que você chegue lá". Contei então a ele a história de outro velho amigo - ele sempre dizia isso. Dizia e jogava até que, por fim, ganhou na loteria! Não foi muito - o suficiente para viver uma vida tranquila por muitos anos...

A questão é acreditar e fazer! Acreditar que pode e tentar... Mas, na vida, como no jogo, é preciso mais que isso. É preciso estar pronto para os percalços - os acertos e erros... Bem, voltando para a conversa, resolvi desafiar o porteiro! "Ok", disse, "jogar é muito bom e pode realmente te fazer muito rico. Agora o que você vai fazer nesse meio tempo? O que fará enquanto a fortuna não chega?" É essa a questão.

O QUE FAZEMOS NO MEIO TEMPO? O QUE FAZEMOS ENQUANTO A VIDA ACONTECE? Vamos ficar só no discurso ou vamos tomar nossas vidas com as nossas próprias mãos? Fim de ano é bom para isso. Para revisitar nossas vidas, nossas relações... Quanto ao porteiro - bem, ele está já trabalhando num plano B! Vai voltar a estudar, encontrar novas oportunidades - ou seja, está se preparando, deixou de ser passivo, é agora ativo, agente, dono de sua própria sorte!

Tudo isso só para abrir a reflexão sobre essa sensação de fim de ano. Ela renova todas as nossas energias, nos traz esperanças e nos dá o direito de recomeçar - com novos planos, novos sonhos, novas possibilidades, novos eus. E isso é mais que bom, é ótimo! Podemos nos REINVENTAR! RECRIAR NOSSAS RELAÇÕES! REDESENHAR NOSSA VIDA!

Riscos, sim.

Essa é a época de arriscar - sair da estagnação, da não ação, da reação. A hora de correr riscos, agir, planejar, reinventar o futuro - viver o presente, deixar para trás o que ficou... É HORA DE ATITUDE! Sim! Todos podem correr riscos? Sim! Todos nós podemos e devemos. Somos seres humanos e como tal não somos mesmo perfeitos, mas podemos fazer a diferença, acontecer - então, que venham os desafios, o novo ano, a nova vida, as relações reinventadas!

E não importa quão longe estejamos dos nossos sonhos - é preciso dar o primeiro passo. Acreditar, fazer por merecer. E, nesse sentido, quanto antes melhor, mais cedo vamos colher os frutos... E, nesse pensar, não importa nosso estado de espírito - feliz ou triste, com a autoestima em alta ou em baixa, com ou sem um companheiro. Na virada do ano podemos experimentar fazer diferente - acordar nossos sonhos, empreender o que nunca tivemos: coragem.

Podemos aproveitar esses últimos dias como se fosse UM MEIO TEMPO - UM NÃO TEMPO - um espaço para exercitar a visão, a imaginação, o novo, o que não sabemos, validar o que temos - buscar o que queremos ser. Podemos fazer as mudanças que quisermos - no visual, no saber, no físico, no emocional. Nesse meio tempo PODEMOS TUDO!

Autoconhecimento.

Essa é uma excelente oportunidade para trabalhar o autoconhecimento! SABER EXATAMENTE ONDE ESTAMOS, TRABALHAR NO AONDE QUEREMOS ESTAR, E, MAIS CONHECER ATÉ ONDE DESEJAMOS CHEGAR... Quer mais? Só mesmo acreditando que somos responsáveis por tudo de bom e ruim que nos acontece. Então - cientes dessa nossa responsabilidade por nossas vidas - confiar que tudo, tudo que nos acontece vem para nos fazer mais fortes, mais corajosos, mais sábios... Depois é só agradecer e olhar para frente... Vamos até onde pudermos inventar.

Vale aqui um balanço geral - do que queremos ou não levar conosco para 2010. Podemos deixar para o ano velho a falta de coragem, a inveja, a descrença, as crenças erradas, o achar que sabemos tudo, que já vivemos tudo, que não há mais tempo para recomeçar. Podemos deixar para traz a vergonha, a agressividade, os medos, a falta de atitude, a tristeza, o desamor, a perda, o luto. Podemos deixar para traz tudo o que nos faz mal. Tira-nos a paz, nos tira da felicidade - do caminho.

Podemos mais - buscar o que nos faz bem, mais e melhor. Podemos viver com base no BOM, no BELO e no VERDADEIRO. Ou seja, se não estiver nesse contexto, não serve... Não acrescenta, não agrega. Não nos pertence. Nessa virada o convite é para que todos possamos exercer a força que temos e que está dentro. É difícil - mas é a hora de olhar, ver e rever o que nos fez chegar até aqui.

O que se quer.

Bom ou ruim, o que vivemos e experimentamos nos trouxe até 2010. Agora caberá a cada um definir o que quer manter, o que quer levar junto, o como se quer chegar a 2011, 2012, 2013 etc. etc. Então, meu convite a vocês é fazer a virada leves, livres, desapegados, fortes, bonitos, íntegros! Refletir como quer ser - nos próximos 10 dias, 10 meses ou 10 anos.

Aproveite para projetar-se no futuro. Estabelecer metas e, então, o plano: o que precisa ser feito, passo a passo para chegar lá? Quando descobrir, faça! Volte a estudar, adote uma criança, comece um trabalho comunitário, adote um animalzinho, faça terapia, economize, aprenda uma nova arte, encontre um novo amor, aprenda a dizer não, aprenda a dizer sim, inicie um novo ofício, leia mais, brinque mais, sorria mais, a vida, a relação, os outros agradecem!

E se puder ainda deixar uma última mensagem, deixaria para você um pedido: vamos olhar nossos erros, aprender com eles, exercitar a humildade e aprender também com os erros dos outros. E quando aprendermos, vamos mudar - não importa o quanto seja difícil -, tentar fazer diferente. Não se deixar calar, não se omitir, praticar, experimentar uma vida disciplinada, com respeito a nossos sonhos e também limites.

Viver com base na ética, na liberdade e na responsabilidade pela vida. Só assim vamos, afinal, existir e de algum modo contribuir para a construção de um mundo melhor! Feliz 2010.

Sandra Maia
Escritora
Recentemente fui apresentado ao trabalho do bailarino, coreógrafo e diretor de teatro Mats Ek, nascido em 18 de abril de 1945 em Malmö na Suécia.
Aqui assistimos Smoke com os bailarinos Sylvie Guillem e Niklas Ek com musica de Arvo Part.



Going West



Maurice Gee
New Zealand Book Council

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Pequena estante.

Murilo Pagani
The Scent of Love


Composed by Michael Nyman
Original music from the film by Jane Campion, The Piano
Sonata


“Sonata” é um curta-metragem animado sobre um breve e efêmero momento na vida de um homem. Ele tem de enfrentar seus medos e dúvidas e decidir se deve ou não aproveitar uma chance. A música é de Yann Tierson e pode ser encontrada na trilha sonora de Amelie Poulan (Comptine d'un autre été: L'apres midi). Na versão final deste filme, devido aos direitos de uso, uma peça separada da música foi composta especialmente para o filme.

by Ryan McDougal

We Have Decided Not to Die


Ao título eu acrescentaria uma vírgula e a palavra Today porque morrer não deixa de ser uma última opção.

Daniel Askill, 2003
Barbra Streisand canta "Cry me a River" de Arthur Hamilton, um clássico do jazz, num recital em 1967 no Central Park.


Cry Me A River

Now you say you're lonely
You cry the long night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

Now you say you're sorry
For being so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried over you

You drove me, nearly drove me, out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember, all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and

Now you say you love me
Well, just to prove that you do
Cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you

You drove me, nearly drove me, out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember, all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and

Now you say you love me
Well, just to prove that you do
Come on, come on, cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
I cried a river over you

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


“Quem nasceu pra bosta rala nunca chega a cagalhão” enunciava meu avô, João Honorato da Silva, com voz de quem lê um dos mandamentos do Velho Testamento ou cita uma epígrafe na estela de um templo ancestral. O que equivale dizer: somos todos bostas, uns mais ralos outros mais duros.
Diante do inevitável fracasso ou diante da incompetência, consumado o nefasto, confirmado o desleixo próprio ou alheio lá vinha ele com a máxima.
Por essa pautei minha conduta: bosta, bosta, antes dura que rala.
Por essa tenho horror aos perfeccionistas. Bosta é bosta.
Por essa sou dado aos acessos de fúria quando apesar de todos os empenhos a “coisa” desanda e vira uma bosta rala.
Muitos se dão por satisfeitos com a mediocridade, o embuste, o burlesco, o grotesco da bosta rala. São os apreciadores de uma boa diarreia com efeitos de respingos no alheio, os calças-sujas, os habitantes de latrinas fétidas, os cheira-cheiras de traques nauseabundos, os de cu na mão. São os mesquinhos, os chinfrins, os bebedores de vaselina. Na verdade uma maioria que se diz humana. Estão por toda parte. Esparramados nas altas ou baixas classes socioeconômicas, infestantes de todos os gêneros, constituintes de todas as raças, devotos de todos os credos, filiados de todas as políticas.
Por mais que se façam esforços são todos vãos quando por perto está um bosta rala.
Estou com os cagalhões.
Por isso me batem na cara.
Por isso como sal, areia e cascalho.
Porque como dizia também meu avô: “Passarinho que come pedra sabe o cu que tem”.
Meu avô estava coberto de razão.

Murilo Pagani

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Arrebatar-me, everyday.
Pelos ares, pelos mares.
Transportes místicos.
Êxtases profanos.
Day by day.


"Everyday" por Carly Comando


Similaridade de Gestos

 
Intensões e Intenções Opostas

domingo, 6 de dezembro de 2009



Sonho Impossível

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Composição de Joe Darion, Mitch Leigh
Versão em português de Chico Buarque

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Eclipse Oculto
Nosso amor
Não deu certo
Gargalhadas e lágrimas
De perto
Fomos quase nada
Tipo de amor
Que não pode dar certo
Na luz da manhã
E desperdiçamos
Os blues do Djavan...

Demasiadas palavras
Fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia
Como se o coração
Tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida...

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você
O que será?

Como nunca se mostra
O outro lado da lua
Eu desejo viajar
Do outro lado da sua
Meu coração
Galinha de leão
Não quer mais
Amarrar frustação
O eclipse oculto
Na luz do verão...

Mas bem que nós
Fomos muito felizes
Só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas
Até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama
Nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Sou pura fama....

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você
O que será?

Nada tem que dar certo
Nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio
Atrasado e aflito
E paramos no meio
Sem saber os desejos
Aonde é que iam dar
E aquele projeto
Ainda estará no ar...

Não quero que você
Fique fera comigo
Quero ser seu amor
Quero ser seu amigo
Quero que tudo saia
Como som de Tim Maia
Sem grilos de mim
Sem desespero
Sem tédio, sem fim...

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você
O que será?



Não Enche
Me larga, não enche
Você não entende nada
E eu não vou te fazer entender...

Me encara, de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver
Me deixa viver, me deixa viver...

Cuidado, oxente!
Está no meu querer
Poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão
Porque não dá, não vai dá...

Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
Põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar
Me deixa cantar, me deixa cantar...

Eu vou Clarificar
A minha voz Gritando
Nada, mais de nós!
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você...

Harpia! Aranha!
Sabedoria de rapina
E de enredar, de enredar
Perua! Piranha!
Minha energia é que
Mantém você suspensa no ar
Prá rua! se manda!
Sai do meu sangue Sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata! Malandra!
Me deixa gozar, me deixa gozar
Me deixa gozar, me deixa gozar...

Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona
E eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À-toa! Vadia!
Começa uma outra história
Aqui na luz deste dia "D"
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você...

Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona
E eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À-toa! Vadia!
Começa uma outra história
Aqui na luz deste dia "D"
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você...

Eu vou viver sem você
Na luz desse dia "D"
Eu vou viver sem você...
Caetano Veloso

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Esta está no blog da Blue Velvet


Comunicado do Vaticano:

"Informam-se aos crentes que estar na cama nus, enrolados com alguém e gritar:
Oh Meu Deus! Oh Meu Deus! NÃO SERÁ considerado como oração.”


Oya (Oiá) é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger que, em iorubá, chama-se Odò Oya. Foi a primeira mulher de Xangô e...