quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


Passa o tempo.
Inexorável, intangível, irremediável.
Suas rotas vestes roçam-me a face pálida.
Susto o hálito, paralisado o diafragma.
Deflagra em mim, nos últimos minutos do dia,
o arrepio gelado das almas.
Mentalmente indago:
- Aonde vais assim ligeiro, ainda que velho e coxo?
Responde-me ele com inequívoco escárnio:
- Não vou, meu filho. Fui.
Murilo Pagani
imagem: Toni Verdú Carbó

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